Depois dos professores e servidores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte deflagrarem uma paralisação, os servidores estaduais da Saúde articulam movimento grevista. A categoria vai participar de uma assembleia-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), na próxima sexta (29), quando vai decidir pela paralisação ou não. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão o aumento salarial e a garantia de abastecimento das unidades de saúde. Eles têm mais uma reunião com o governador Robinson Faria na quinta-feira (28), porém o Estado já sinalizou que não tem condições de conceder aumentos.

Secretário culpa crise nacional por caos na saúde de Natal


Elpídio Junior
Luiz Roberto Fonseca
A crise nacional que o Brasil atravessa é o motivador do caos na saúde que a Prefeitura de Natal vivencia. Foi isso que o secretário municipal de saúde, Luiz Roberto Fonseca, afirmou durante apresentação do relatório anual 2014 referente a prestação de contas do Sistema Municipal de Saúde, a Comissão de Saúde da Câmara de Natal realizou uma audiência pública nesta segunda-feira (25), que contou com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), integrantes de entidades sindicais, líderes comunitários e sociedade civil. Também participaram do debate os vereadores Fernando Lucena (PT), Ubaldo Fernandes (PMDB), Maurício Gurgel (PHS) e Aquino Neto (PROS), além do presidente da Casa, vereador Franklin Capistrano (PSB). 
Durante a apresentação do relatório, o secretário de saúde Luiz Roberto Fonseca informou que foram investidos recursos na ordem de 611 milhões nos serviços públicos de saúde da capital potiguar. No entanto, segundo ele, a receita não é suficiente para suprir todas as demandas. Sindicalistas denunciaram que a maioria dos postos de saúde apresentam problemas estruturais e desabastecimento. Os usuários convivem com a falta de medicamentos, equipamentos quebrados e profissionais sobrecarregados.
"Temos que reconhecer que a prefeitura vem fazendo um esforço imenso para responder com eficiência aos desafios da saúde pública. Mesmo com poucos recursos para investimentos, vamos reformar e construir novas unidades de atendimento e entregá-las à população até o final deste ano", destacou o secretário Luiz Roberto. "Sabemos que ainda existem muitas dificuldades e carências. A economia brasileira atravessa séria crise. O país está quebrado e o governo federal está cortando gastos em diversos setores. Diante disso, os municípios precisam se adequar a essa realidade", explicou. 
Túlio Lemos